⌂ Início › Notícias › Chapo defende diálogo, unidade e desenvolvimento para consolidar a paz...

Chapo defende diálogo, unidade e desenvolvimento para consolidar a paz em Moçambique

Partilhar:
Chapo defende diálogo, unidade e desenvolvimento para consolidar a paz em Moçambique

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu hoje, na cidade de Xai-Xai, que a paz em Moçambique deve ser consolidada através do diálogo, da reconciliação e da unidade nacional, sublinhando que a próxima grande fronteira da paz é a transformação estrutural da economia para garantir desenvolvimento, emprego, oportunidades e dignidade aos moçambicanos.

O Chefe do Estado falava na cerimónia de celebração do 34.º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz, assinalado sob o lema “A Religião como Promotora da Paz e Segurança”.

Daniel Chapo afirmou que o 4 de Outubro representa mais do que a assinatura de um acordo, por simbolizar a decisão dos moçambicanos de substituir o confronto pelo diálogo, a divisão pela reconciliação e a guerra pela esperança, considerando a paz “a maior conquista colectiva da nossa história contemporânea”.

O Presidente da República recordou a contribuição de diferentes actores para o alcance da paz, incluindo combatentes, líderes políticos, mediadores, parceiros internacionais, comunidades, líderes religiosos, mulheres, jovens e crianças, prestando homenagem aos que perderam a vida durante os 16 anos de conflito armado.

“A paz que hoje respiramos não surgiu por acaso. Foi construída com sacrifício, coragem e com renúncia”, disse.

O Chefe do Estado destacou igualmente o papel das confissões religiosas no processo de pacificação do país, recordando as marchas, cultos ecuménicos, vigílias e orações realizadas durante o conflito, bem como a intervenção de líderes religiosos na construção de pontes entre as partes. Segundo explicou, o Governo continuará a trabalhar com todas as confissões religiosas, respeitando a liberdade religiosa e valorizando o seu contributo para a coesão social.

Daniel Chapo defendeu que a paz deve ser renovada por cada geração e mantida através do diálogo, apontando o Diálogo Nacional Inclusivo como expressão dessa responsabilidade colectiva.

“O verdadeiro diálogo não começa quando todos concordamos. Pelo contrário, começa quando, apesar das nossas diferenças, decidimos sentarmo-nos à mesma mesa e procurar aquilo que serve para desenvolver Moçambique e para todos os moçambicanos”, afirmou.

O Presidente da República associou a consolidação da paz ao desenvolvimento económico e social, defendendo que os frutos da paz devem traduzir-se em emprego, produção, rendimento e melhores condições de vida.

Neste contexto, reiterou que a Independência Económica constitui a nova etapa da agenda nacional, destacando medidas nas áreas da mineração, petróleo, conteúdo local, financiamento à indústria e industrialização da agricultura.

Segundo o Chefe do Estado, a paz deve também responder às aspirações da juventude, sobretudo dos milhões de moçambicanos que nasceram depois de 1992 e que não viveram a guerra. Para esta geração, disse, a paz deve significar educação de qualidade, emprego digno, acesso à tecnologia e esperança no futuro, sendo necessário preservar a cultura do diálogo perante a desinformação, a manipulação e o boato.

Daniel Chapo reafirmou, igualmente, a necessidade de preservar a unidade nacional perante as diferenças políticas, religiosas, linguísticas e regionais.

“Somos todos moçambicanos e Moçambique é uno e indivisível”, sublinhou.

O Presidente agradeceu ainda a solidariedade manifestada pela população de Gaza para com os cidadãos de Cabo Delgado afectados pelo terrorismo e reiterou que o Estado continuará a combater o terrorismo, o extremismo violento, o crime transnacional, a corrupção e o tráfico de droga.

No encerramento, o Presidente da República apelou à participação de todos na construção de uma cultura de paz, defendendo que cada escola, família, instituição e cidadão deve assumir-se como promotor da reconciliação e da convivência pacífica.

“Que nunca mais as nossas diferenças sejam maiores do que Moçambique. Moçambique e a paz em Moçambique em primeiro lugar”, declarou, apelando às actuais e futuras gerações para continuarem a construir “um Moçambique mais unido, mais próspero, mais justo e mais desenvolvido”.