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Chapo reforça resposta às prioridades de desenvolvimento e bem-estar da população de Mapai

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Chapo reforça resposta às prioridades de desenvolvimento e bem-estar da população de Mapai

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, constatou esta quinta-feira, no distrito de Mapai, a resiliência da província de Gaza na recuperação dos efeitos das cheias e inundações, destacando os esforços do Governo e das comunidades para retomar a produção e responder aos desafios provocados pelos eventos climáticos.

A constatação foi feita durante a Sessão Extraordinária do Conselho Executivo Provincial, alargada ao Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Província, Administradores Distritais e Presidentes dos Conselhos Autárquicos, que o Chefe do Estado orientou por ocasião do início da sua Visita de Trabalho de quatro dias à província de Gaza, no âmbito da agenda de Governação de Proximidade, Participativa e Inclusiva.

Na ocasião, o Presidente da República considerou que o informe apresentado ao nível provincial traduz a realidade vivida por Gaza, incluindo os efeitos das cheias e inundações que afectaram a província, mas também os esforços desenvolvidos para a sua recuperação.

“Percebe-se que há um esforço que está a ser feito, há um esforço que foi feito para dar esses sinais positivos de uma província de Gaza resiliente, uma província de Gaza que está a recuperar”.

Daniel Chapo observou que os resultados apresentados não poderiam ser dissociados da devastação provocada pelas cheias, salientando que alguns indicadores registam um desempenho menos positivo precisamente em consequência desses fenómenos.

“E alguns indicadores que não têm resultados positivos resultam mesmo da questão das cheias, inundações que afetaram a província. E se trouxessem todos os indicadores a crescer, nós próprios íamos desconfiar que alguma coisa não está bem”.

O Chefe do Estado destacou igualmente a capacidade de resposta da população, particularmente no sector da agricultura, referindo que a distribuição de sementes foi iniciada em Gaza por se reconhecer a necessidade de apoiar a retoma da produção após as cheias.

“Por isso, quando chegou a vez de distribuição de sementes, a primeira coisa que nós fizemos foi começar com distribuição de sementes em Gaza, porque sabíamos que, como se diz, depois da tempestade vem a bonança. E achámos que a província está recuperada”.

A resiliência da população voltou a ser evidenciada pelo estadista a partir dos resultados observados na produção agrícola, apesar de reconhecer que os níveis alcançados ainda não correspondem às expectativas.

“A população não ficou de braços cruzados, meteu mão na massa e os resultados são visíveis”, afirmou.

Perante a previsão de ocorrência do fenómeno El Niño, o Presidente Daniel Chapo chamou ainda a atenção dos administradores distritais para a necessidade de preparação, alertando: “A seca que está a vir aí é uma realidade”.

No balanço da situação da província, concluiu: “E, finalmente, quero dizer que, no geral, sente-se que a província está a fazer a sua parte”.

Durante o comício popular que orientou em Mapai, o Presidente da República apelou igualmente à protecção, valorização e respeito pelos idosos, condenando os maus-tratos e as acusações de feitiçaria que, em alguns casos, resultam na morte de pessoas da terceira idade.

O Chefe do Estado assinalou o Dia Mundial do Idoso, celebrado na mesma data, destacando o papel dos mais velhos na transmissão de conhecimentos e na formação das novas gerações.

“A primeira mensagem que eu quero deixar é que o idoso é nossa biblioteca, é nossa fonte de conhecimento, é a pessoa que nos criou”, afirmou o Presidente da República, apelando às famílias para assumirem a responsabilidade de cuidar dos seus idosos.

Daniel Chapo defendeu que filhos, netos, noras, genros e todos os mais novos têm a obrigação de proteger as pessoas da terceira idade, lembrando que todos caminham para a mesma fase da vida.

“Por isso, nós temos que semear o amor com os nossos pais. Nós temos que semear o amor com os idosos. Nós temos que cuidar dos idosos”, disse.

O Presidente da República condenou igualmente os casos de violência contra idosos associados a acusações de feitiçaria, questionando a lógica de responsabilizar pela morte ou por alegados males pessoas que dedicaram a sua vida à criação e protecção dos filhos e netos.

“Não se pode acusar idosos de feitiçaria. Não matar idosos acusando de algum mal, porque vai chegar a sua vez, também está a ir para lá”, advertiu, defendendo uma mudança de comportamento no seio das famílias e comunidades.

Segundo o Chefe do Estado, a forma como as gerações mais novas tratam actualmente os idosos pode influenciar o tratamento que receberão no futuro, uma vez que as crianças observam os comportamentos dos adultos e tendem a reproduzir os valores transmitidos no seio familiar.

“Cada um colhe o que semeia. Não existe ninguém que semeia milho e colhe arroz. Não existe ninguém que vai semear maçaroca ou milho e andar a colher banana. Quem semear o ódio colhe o ódio”, afirmou.

Ao felicitar os idosos pela passagem da data, o Presidente da República considerou que alcançar a terceira idade constitui uma bênção e reiterou o apelo para que as famílias e a sociedade assumam a protecção dos mais velhos como responsabilidade colectiva.

“Hoje, Dia Mundial do Idoso, vamos cuidar dos nossos idosos. Nós também estamos a ir para lá”.

No mesmo comício, o Presidente da República reforçou a capacidade de resposta às preocupações de segurança da população de Mapai, com a entrega de equipamento à Polícia da República de Moçambique (PRM) e a disponibilização de um edifício para o funcionamento do Comando Distrital da PRM.

Na mensagem apresentada ao Presidente da República, a população de Mapai manifestou satisfação pela construção do Comando Distrital da PRM, considerando que a infra-estrutura irá dignificar o distrito e melhorar as condições de atendimento aos utentes, tendo igualmente colocado outras preocupações relacionadas com o desenvolvimento local.

Entre as principais questões apresentadas constam a construção e reabilitação de vias de acesso, com destaque para a ligação Pafuri-Mapinhane-Mapai, a construção da barragem de Mapai sobre o rio Limpopo, a criação de um porto seco e a expansão da rede eléctrica na vila e nas localidades.

A população pediu igualmente respostas para o conflito homem-fauna bravia, que tem afectado as comunidades, o redimensionamento do Parque Nacional de Banhine e o aproveitamento do furo artesiano de Zinhane para o abastecimento de água ao posto administrativo, situado a 24 quilómetros.

O Chefe do Estado explicou que a escuta das comunidades constitui uma das bases da governação de proximidade, permitindo ao Governo identificar os problemas e trabalhar na sua resolução.

“Estamos aqui para ouvir as preocupações do povo, registar as preocupações do povo e ir resolvendo, pouco a pouco, essas preocupações do povo”.

Daniel Chapo afirmou que as preocupações apresentadas durante a visita serão consideradas na planificação das acções do Governo, sublinhando que a presença do Executivo junto das comunidades permite conhecer directamente os desafios enfrentados pela população.

“Essas preocupações servem de base para podermos planificar em Moçambique, continuar a trabalhar para resolver os problemas”.

A população de Mapai destacou ainda outras intervenções governamentais, nomeadamente a continuidade do pagamento do subsídio social básico aos idosos, a distribuição de kits alimentares às famílias afectadas pelas cheias e inundações, a disponibilização de sementes e insumos agrícolas e a implementação da iniciativa “Uma Família, Uma Horta”.

No domínio das infra-estruturas, foram igualmente referidos o Instituto Médio Politécnico de Mapai e o matadouro, projectos apontados pela população como importantes para a formação dos jovens e dinamização da economia local.

Na sua intervenção, o Presidente da República apelou à união, ao trabalho e à vigilância como factores para o desenvolvimento.

“Então, queremos deixar claro aqui que com unidade, com trabalho, com vigilância, nós vamos desenvolver Mapai, vamos desenvolver Gaza e vamos desenvolver Moçambique”.