Actualizações e acontecimentos mais importantes de Moçambique
Maputo, 26 de Junho de 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, alertou esta sexta-feira para o impacto devastador do consumo e tráfico ilícito de drogas na juventude moçambicana, considerando que o fenómeno representa uma séria ameaça à saúde pública, à segurança, à estabilidade social e ao desenvolvimento económico do país.
A mensagem foi dirigida à Nação por ocasião do Dia Internacional de Luta Contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, assinalado a 26 de Junho, data em que o Chefe do Estado apelou ao reforço da prevenção, da cooperação internacional e do combate às redes de tráfico de estupefacientes.
Na sua comunicação, Daniel Chapo destacou que o problema das drogas continua entre os maiores desafios enfrentados pela comunidade internacional, devido aos seus impactos profundos na saúde, na economia e na coesão social.
Segundo o Presidente da República, além dos efeitos directos sobre os consumidores, o tráfico ilícito de drogas alimenta outras formas de criminalidade organizada, incluindo a corrupção, o branqueamento de capitais e o terrorismo, colocando em risco a estabilidade dos Estados.
O Chefe do Estado manifestou preocupação com o elevado número de adolescentes e jovens afectados pelo consumo de drogas, salientando que esta faixa etária representa cerca de 53,52 por cento dos utentes dos serviços de saúde relacionados com o fenómeno.
De acordo com o Presidente, o consumo de drogas tem provocado dificuldades no percurso escolar, problemas de saúde física e mental, conflitos familiares e sociais, além de favorecer o envolvimento de muitos jovens com o sistema de administração da justiça.
“Este fenómeno traduz-se em dificuldades académicas, problemas de saúde, incluindo saúde mental, relacionamentos problemáticos com colegas, professores, pais e encarregados de educação, que se tornam violentos em algumas ocasiões, e envolvimento com o sistema de administração da justiça”, refere a mensagem presidencial.
Daniel Chapo alertou igualmente para as consequências do tráfico internacional de drogas, destacando os impactos que a detenção de cidadãos moçambicanos no estrangeiro provoca nas famílias e nas comunidades, afectando particularmente crianças e dependentes.
Perante este cenário, o Presidente reafirmou o compromisso do Governo em reforçar a cooperação internacional e adoptar medidas cada vez mais eficazes para prevenir o consumo e combater o tráfico ilícito de drogas.
Segundo o Chefe do Estado, o fenómeno constitui um obstáculo ao desenvolvimento sustentável e compromete os esforços nacionais para alcançar a independência económica e melhorar as condições de vida da população.
Na mensagem dirigida aos moçambicanos, Daniel Chapo defendeu uma estratégia integrada que combine acções de prevenção, educação e sensibilização com o reforço da fiscalização e da repressão das redes criminosas envolvidas no tráfico de drogas.
O Presidente considerou que apenas uma abordagem equilibrada, envolvendo o Estado, as famílias, as escolas, as comunidades, as organizações da sociedade civil e os parceiros internacionais, permitirá reduzir os efeitos deste fenómeno e proteger as futuras gerações.
O Chefe do Estado concluiu apelando ao envolvimento de todos os sectores da sociedade na construção de um ambiente mais seguro e saudável para a juventude, reafirmando que a luta contra as drogas constitui uma responsabilidade colectiva e um elemento essencial para o desenvolvimento de Moçambique.