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Maputo, 25 de Junho de 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta quinta-feira que a independência económica constitui o maior desafio da actual geração de moçambicanos, defendendo que o futuro do país depende do aumento da produção, da produtividade e da capacidade nacional de transformar recursos em riqueza, emprego e desenvolvimento sustentável.
A mensagem foi transmitida durante a cerimónia central das celebrações do 51.º aniversário da Independência Nacional, realizada na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, onde o Chefe do Estado prestou homenagem aos combatentes da luta de libertação nacional e apelou ao reforço da unidade, da paz e do patriotismo como bases para a construção de um país mais próspero.
No seu discurso, Daniel Chapo recordou que o 25 de Junho representa um dos momentos mais marcantes da história de Moçambique, por simbolizar a conquista da liberdade, da dignidade e da soberania nacional após séculos de dominação colonial.
O Presidente homenageou os homens e mulheres que participaram na luta de libertação, destacando o sacrifício daqueles que enfrentaram a guerra, o exílio, a fome e inúmeras dificuldades para garantir a independência do país.
“O vosso sacrifício não foi em vão”, afirmou, dirigindo-se aos veteranos da luta de libertação nacional.
O Chefe do Estado sublinhou que, cinquenta e um anos depois da independência, Moçambique enfrenta um novo desafio histórico: consolidar a independência económica através do fortalecimento da produção nacional e da redução da dependência externa.
Segundo explicou, a verdadeira soberania passa pela capacidade de criar riqueza internamente, gerar emprego e transformar os recursos naturais em benefícios concretos para a população.
“Por estas razões, a segunda independência chama-se produção e produtividade. Chama-se trabalho árduo. Chama-se disciplina. Chama-se patriotismo e nacionalismo económico”, declarou.
Daniel Chapo defendeu igualmente uma mudança de mentalidade assente na responsabilidade, mérito, competência e integridade, afirmando que o desenvolvimento do país depende do trabalho realizado nas empresas, nos campos agrícolas, nas escolas, universidades, centros de investigação e restantes sectores produtivos.
O Presidente alertou ainda para a necessidade de intensificar o combate à corrupção, ao desvio de recursos públicos e a todas as práticas que comprometem o crescimento económico e a confiança nas instituições.
Para o Chefe do Estado, a maior riqueza de Moçambique continua a ser o seu capital humano, destacando o contributo diário de agricultores, jovens, mulheres, empresários, professores, profissionais de saúde, militares, agentes da polícia e trabalhadores de todos os sectores para a construção do país.
Durante a cerimónia, Daniel Chapo voltou a destacar a importância da unidade nacional como um dos maiores patrimónios conquistados pelos moçambicanos ao longo da história.
Segundo afirmou, foi a unidade que permitiu derrotar o colonialismo, preservar a independência e enfrentar os desafios que o país conheceu nas últimas décadas.
“O nosso destino é comum. Temos um só Moçambique, uma só Pátria e um só povo”, sublinhou.
Relativamente ao processo de paz, o Presidente reafirmou o compromisso do Governo com o Diálogo Nacional Inclusivo, anunciando que o processo entra agora numa nova fase dedicada às audições públicas, depois da conclusão das auscultações realizadas em todas as províncias do país e junto da diáspora.
Segundo explicou, esta etapa permitirá aprofundar as propostas recolhidas e reforçar a participação dos cidadãos na definição das reformas consideradas prioritárias para o futuro de Moçambique.
As comemorações do Dia da Independência Nacional ficaram igualmente marcadas pela atribuição, a título póstumo, do título honorífico de Herói da República de Moçambique ao Tenente-General Joaquim João Munhepe Muhlanga, em reconhecimento do seu contributo para a luta de libertação e para a construção do Estado moçambicano.
Na mesma ocasião, foi atribuída a Ordem Samora Machel do 1.º Grau à Associação Geração 8 de Março, bem como diversas condecorações a centenas de cidadãos que participaram na luta de libertação nacional.
Ao encerrar a cerimónia, Daniel Chapo apelou aos moçambicanos para preservarem o legado deixado pelos heróis nacionais e assumirem a responsabilidade de construir uma economia forte, competitiva e capaz de garantir melhores condições de vida para as actuais e futuras gerações.
Para o Presidente da República, a independência política conquistada em 1975 só será plenamente consolidada quando Moçambique alcançar uma verdadeira independência económica, sustentada pela produção, inovação, trabalho e valorização dos recursos nacionais.