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Maputo, 19 de Junho de 2026 – O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta sexta-feira, em audiência, uma delegação do Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO), num encontro centrado na participação da comunidade muçulmana no processo de reformas políticas e institucionais em curso no país.
A reunião serviu para a apresentação de contribuições e preocupações da comunidade islâmica, no âmbito do processo de auscultação nacional promovido pelo Governo, que visa recolher diferentes sensibilidades da sociedade moçambicana para a construção de consensos sobre o futuro do país.
No final do encontro, o representante do CISLAMO, Abdul Rahman, destacou a abertura demonstrada pelo Chefe do Estado para ouvir as preocupações e expectativas da comunidade muçulmana, considerando o diálogo um passo importante para o fortalecimento da inclusão e da participação cidadã.
“O acolhimento do Presidente da República foi muito positivo. Tivemos a oportunidade de apresentar as nossas preocupações e esperamos que elas sejam consideradas no processo de reformas em curso”, afirmou.
Segundo Abdul Rahman, a comunidade muçulmana encara o actual processo de reformas como uma oportunidade histórica para reforçar a representatividade das instituições nacionais e garantir que as futuras leis e políticas reflictam os valores, aspirações e a diversidade da sociedade moçambicana.
O dirigente religioso defendeu que o amplo exercício de auscultação levado a cabo pelo Estado deve resultar na criação de instrumentos legais capazes de responder às necessidades reais dos cidadãos e fortalecer o sentimento de pertença nacional.
“Esperamos que este processo contribua para a construção de um Moçambique cada vez mais inclusivo, com leis que representem a realidade dos seus cidadãos. Queremos continuar a contribuir para o desenvolvimento do nosso país”, sublinhou.
A audiência insere-se no conjunto de consultas que o Presidente da República tem vindo a promover com diferentes sectores da sociedade, num esforço de aprofundar o diálogo nacional e garantir uma participação mais ampla dos cidadãos nos processos de reforma e desenvolvimento do Estado.
O encontro reafirmou igualmente o compromisso do Governo em manter canais permanentes de diálogo com as confissões religiosas, reconhecendo o seu papel na promoção da paz, da coesão social e do desenvolvimento comunitário.