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Maputo, 19 de Julho de 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apelou este domingo, na cidade de Maputo, à unidade dos moçambicanos, ao reforço da cultura de paz e ao compromisso com os valores cristãos, defendendo que o futuro do país depende da reconciliação, do diálogo e da firmeza perante os desafios nacionais. Na ocasião, reconheceu igualmente o papel histórico da Igreja Presbiteriana de Moçambique (IPM) na formação moral e espiritual dos cidadãos, considerando as igrejas parceiras fundamentais na consolidação da paz e do desenvolvimento nacional.
O Chefe do Estado falava durante o Culto de Encerramento do Sínodo da Igreja Presbiteriana de Moçambique (IPM), realizado sob o lema “Sede Firmes, Inabaláveis e Sempre Abundantes na Obra do Senhor”, ocasião em que afirmou que a mensagem bíblica escolhida para o encontro constitui um apelo não apenas à comunidade presbiteriana, mas a todos os moçambicanos para perseverarem na fé, na esperança e no serviço ao próximo.
Na sua intervenção, Daniel Chapo sublinhou que a firmeza, a perseverança e a dedicação à obra de Deus só produzem resultados quando assentes na unidade nacional, considerando que nenhuma sociedade prospera quando prevalecem divisões. Recordando diversos ensinamentos bíblicos, defendeu que as diferenças existentes na igreja, na sociedade e na política não devem impedir a construção do bem comum.
Referindo-se ao actual contexto nacional, o Presidente afirmou que Moçambique enfrenta desafios económicos, sociais e ambientais que exigem coesão entre os cidadãos e rejeição da violência e da intolerância.
Outrossim, destacou que os moçambicanos são chamados a permanecer firmes perante os desafios económicos, sociais e ambientais que o país enfrenta, bem como inabaláveis face às tentações da divisão, dos discursos de ódio, da violência e da intolerância.
Referiu, a propósito, a situação dos cidadãos moçambicanos afectados pela violência xenófoba na África do Sul, defendendo que a violência não deve ser respondida com mais violência. Acrescentou que a Palavra de Deus ensina a amar até aqueles que vivem nas trevas e que a missão dos cristãos é evangelizá-los para que conheçam a luz e o amor de Cristo, apelando, por isso, à realização de boas obras que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.
O governante reafirmou igualmente que a paz constitui um processo sustentado pela justiça, pelo respeito mútuo e pelo diálogo, apontando o Diálogo Nacional Inclusivo como um exemplo do esforço de reconciliação em curso no país. Citando as Escrituras, recordou que Cristo proclamou: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).
Durante a cerimónia, o Presidente da República reconheceu o papel histórico da Igreja Presbiteriana de Moçambique na formação espiritual, moral e social dos moçambicanos, destacando o seu contributo para a educação, assistência social, reconciliação nacional e formação de líderes.
“A Igreja Presbiteriana de Moçambique tem desempenhado um papel histórico na formação espiritual, moral e social do nosso povo, pois ao longo de anos, tem promovido a educação não só religiosa, mas também científica; a assistência social; a reconciliação e a proclamação do Evangelho”, afirmou.
Prosseguindo, recordou que a instituição formou várias personalidades que marcaram a história do país.
“Esta Igreja sempre formou e continua a formar líderes neste país, desde Eduardo Chivambo Mondlane, Armando Emílio Guebuza e tantos outros líderes que estão aqui, a todos os níveis, e hoje vimos a consagração das nossas irmãs e nossos irmãos, que vão continuar a ser líderes, a espalhar o amor, a comunhão e confraternização entre irmãos”, acrescentou.
O Presidente moçambicano abordou ainda a importância dos valores cristãos na vida pública, defendendo que nenhuma nação consegue manter-se estável sem fundamentos éticos e morais sólidos, sustentando que a integridade deve orientar o exercício da liderança política, religiosa e tradicional.
“Nenhuma nação permanece de pé sem fundamentos morais, sem fundamentos éticos, sem homens íntegros e mulheres íntegras. Nenhuma família permanece forte sem amor. Nenhuma igreja permanece viva sem fidelidade à Palavra de Deus e nenhum líder, seja político, religioso ou tradicional, permanece íntegro sem temor ao Senhor.”
O Chefe do Estado considerou que a consolidação da paz começa na transformação individual e na reconciliação com Deus, defendendo que uma sociedade guiada por princípios cristãos estará mais preparada para combater fenómenos como a corrupção, a intolerância e outros males que afectam o país.
Dirigindo-se aos líderes religiosos recentemente consagrados, Daniel Chapo afirmou que Moçambique necessita de homens e mulheres comprometidos com a paz, a esperança e os valores morais, felicitando a Igreja Presbiteriana pelo seu trabalho contínuo na formação espiritual e social da população.
Na ocasião, apelou para que todas as igrejas continuem a desempenhar o seu papel na promoção da esperança, da fraternidade e da paz, incentivando igualmente os líderes religiosos e políticos a servirem a população com humildade e espírito de missão.
No encerramento da sua mensagem, o Presidente da República exortou governantes, igrejas, famílias e cidadãos a preservarem a unidade como fundamento do desenvolvimento do país, defendendo que “o futuro de Moçambique será tanto mais promissor quanto mais estivermos unidos, reconciliados e, sobretudo, firmados em Deus”, apelando para que todos permaneçam “firmes, inabaláveis e abundantes na obra do Senhor”.