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PR Daniel Chapo entrega ambulâncias e anuncia novas infra-estruturas em Mecanhelas

20/05/2026 | Notícia

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, prosseguiu hoje com a Presidência Aberta e Inclusiva na província de Niassa, tendo escalado o distrito de Mecanhelas, onde apelou à população para manter-se vigilante contra boatos, discursos de ódio e actos de violência que possam comprometer a paz, a unidade nacional e o desenvolvimento do país.

Durante um comício popular realizado naquele distrito, o Chefe do Estado reafirmou o compromisso do Governo com uma governação próxima das populações e anunciou medidas concretas para responder às principais preocupações apresentadas pelos residentes, destacando-se o lançamento dos concursos para a construção da estrada Mecanhelas-Cuamba e do Hospital Distrital de Mecanhelas, bem como a entrega de duas ambulâncias destinadas ao reforço dos serviços de saúde locais.

A deslocação presidencial enquadra-se no ciclo da Presidência Aberta e Inclusiva de 2026, iniciativa que visa aproximar o Executivo das comunidades, acompanhar directamente a implementação das políticas públicas e monitorar as dinâmicas de desenvolvimento económico e social nas diferentes regiões do país, após a recente visita efectuada à província de Tete.

Na ocasião, a população de Mecanhelas apresentou uma mensagem de saudação ao Presidente da República, na qual destacou positivamente o modelo de governação aberta e inclusiva promovido pelo Executivo, reconhecendo o empenho do estadista na preservação da unidade nacional e no reforço da paz, sobretudo através do diálogo nacional, apontado como mecanismo fundamental para reduzir tensões políticas no período pós-eleitoral e ampliar a participação dos cidadãos na governação.

Os residentes reconheceram igualmente os progressos registados no distrito, mas alertaram para desafios persistentes nos sectores da saúde, educação e infra-estruturas. Entre as preocupações apresentadas figuram a necessidade de melhoria do hospital distrital, de modo a reduzir a dependência dos serviços de saúde de Cuamba e do vizinho Malawi, bem como a reabilitação das estradas para garantir transitabilidade ao longo de todo o ano e dinamizar o desenvolvimento socioeconómico local.

A população apelou ainda à realização de uma avaliação aprofundada do sistema nacional de ensino, visando assegurar uma educação de qualidade, e incentivou os profissionais de saúde a continuarem a prestar um atendimento humanizado às comunidades. Os participantes repudiaram igualmente o terrorismo que afecta a província de Cabo Delgado e encorajaram o Governo a prosseguir com os esforços de pacificação do país.

Respondendo às inquietações apresentadas, o Presidente da República reiterou o compromisso do Executivo com uma governação participativa e próxima dos cidadãos.

“Quando tomámos posse, dissemos que iríamos fazer uma governação próxima do povo. E governação próxima do povo significa sair de Maputo, deixar o gabinete e vir até Mecanhelas ouvir directamente as preocupações da população”, afirmou.

O Chefe do Estado sublinhou que o desenvolvimento de Moçambique depende da preservação da paz e condenou actos de destruição de bens públicos registados após as eleições gerais, lembrando que escolas, hospitais, estradas e sistemas de abastecimento pertencem ao povo e devem ser protegidos.

“Problemas entre irmãos, até entre casal, vão existir sempre, mas a melhor forma de resolver é através do diálogo”, defendeu.

Na sua intervenção, o Presidente da República alertou igualmente para a circulação de boatos e mensagens de incitamento à violência em algumas comunidades, apelando à vigilância popular e à rejeição de informações falsas que promovam divisão e insegurança social.

“Não podemos matar o nosso irmão por causa de uma coisa que nunca aconteceu e nunca vai acontecer. É mentira, é boato, são manobras do inimigo”, declarou, referindo-se aos rumores relacionados com alegados desaparecimentos ou atrofiamentos de órgãos genitais masculinos por via de contacto físico.

Na vertente económica, o estadista anunciou o reforço do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) no distrito de Mecanhelas, defendendo que o aumento da produção agrícola constitui uma das principais respostas ao agravamento do custo de vida, influenciado pela crise internacional dos combustíveis associada ao conflito no Irão.

Neste contexto, incentivou a população local a intensificar a produção de arroz, feijão, soja, gergelim e carne bovina, como forma de reduzir a dependência das importações e fortalecer a economia nacional.

No domínio das infra-estruturas, o Chefe do Estado anunciou que o Governo já lançou os concursos para a construção da estrada Mecanhelas-Cuamba e do Hospital Distrital de Mecanhelas, considerado prioritário para responder às necessidades sanitárias da população. Acrescentou que o Ministro da Saúde deverá deslocar-se ao distrito ainda este ano para efectuar o lançamento da primeira pedra da futura unidade hospitalar.

O Presidente da República anunciou igualmente que o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos deverá deslocar-se a Mecanhelas no próximo sábado para proceder ao lançamento da primeira pedra da futura Conservatória de Registo e Notariado de Mecanhelas, infra-estrutura destinada a aproximar os serviços de registo civil e documentação das comunidades, reduzindo as deslocações à cidade de Lichinga para obtenção de documentos oficiais.

Enquanto decorrem os preparativos para o início das obras estruturantes anunciadas, o Chefe do Estado procedeu à entrega de duas ambulâncias à população do distrito, visando reforçar o sistema local de referência e transporte de pacientes.

“Viemos aqui em Mecanhelas para entregar duas ambulâncias à população”, afirmou o Presidente da República, reiterando o apelo à unidade nacional, à vigilância colectiva e à rejeição de boatos susceptíveis de comprometer a paz e o desenvolvimento do distrito e do país.